Semana Mundial de Aleitamento Materno: 3 fatos vitais sobre amamentação

Amamentar é um ato de amor.

Além da nutrição, o momento da amamentação promove inúmeros benefícios para a mãe e o bebê. É uma interação profunda, que promove laços fisiológicos e emocionais.

O aleitamento materno é uma forma de gerar segurança para o recém-nascido. Baseado em dados alarmantes, a UNICEF criou uma série de compromissos sobre o incentivo à amamentação.

Em 1991, foi criada uma aliança entre diversos países, a WABA, para garantir o compromisso com o termo. No ano seguinte, a instituição criou a Semana Mundial de Aleitamento Materno.

Todos os anos, são lançados materiais sobre o assunto. Eles são distribuídos pelo mundo inteiro, e traduzidos em mais de 14 línguas. Este ano, o tema das publicações será “Apoie o aleitamento materno por um planeta saudável.”

Para entender a importância dessa campanha, é preciso saber por que a amamentação é tão importante. Diante disso, separamos 3 fatos que irá te ajudar a entender a urgência da amamentação no Brasil e no mundo:

Por que a amamentação é fundamental? Entenda com 3 fatos:

1. O leite materno é tudo que o bebê precisa nos primeiros 6 meses de vida

Quando o bebê recebe apenas o leite materno, não precisa de nenhum outro alimento ou líquido. Até os primeiros 6 meses de vida, o aleitamento materno exclusivo é altamente recomendado.

Isso porque, além de ser uma fonte completa de nutrientes, também fornece imunidade para o recém-nascido. Ou seja, o leite da mãe é um grande aliado na prevenção de doenças.

Depois dos 6 meses, a amamentação é recomendada até o segundo ano de vida ou mais. A partir daí, a criança poderá receber outros alimentos complementares.

Porém, é fundamental entender a riqueza do leite materno. Segundo estudos, 500mL de amamentação aos 2 anos representam 95% da vitamina C necessária em um dia. Bem como 45% da vitamina A, 38% das proteínas e 31% do total de energia. *1

2. Quase toda mãe pode amamentar com sucesso. Porém, todas as mães precisam de apoio e encorajamento

No Brasil, apenas 9% dos recém-nascidos se beneficiam do aleitamento materno exclusivo. E, em média, ele dura 54 dias por criança.

A verdade é que a amamentação nem sempre é um processo simples para a mãe. Além dos desafios, a falta de suporte e entendimento das pessoas ao redor torna a experiência frustrante.

É preciso preparar uma rede de suporte para a mulher durante essa nova etapa. Entender a importância do aleitamento materno é vital para ver que ele é uma tarefa de todos.

O apoio precisa estar presente em vários níveis. Desde políticas públicas, sistemas e profissionais de saúde, famílias e amigos.

Quase toda mulher pode amamentar. Em muitos casos, o nervosismo é um obstáculo que pode impedir a amamentação.

3. Amamentar o bebê após o nascimento reduz a mortalidade


O colostro é um leite produzido pela mãe nos dias após o nascimento. Ele é ideal para o recém-nascido, com anticorpos essenciais para protegê-lo de infecções.

O leite materno pode ser considerado a primeira vacina do bebê. Através dele, o sistema imune do pequeno enriquece, protegendo o novo organismo de doenças fatais.

Todos os anos, estima-se que 1,47 milhões de recém-nascidos poderiam ser salvos pelo aleitamento materno exclusivo. O leite da mãe é vital na luta contra a mortalidade infantil e neonatal.

O aleitamento materno é um direito garantido por lei. Nenhuma mulher pode ser privada da amamentação, seja no trabalho, em casa ou até privada de liberdade.

Amamentar é um ato íntimo entre mãe e filho. Porém, sua extensão e importância faz com que seja um benefício de saúde pública. Este ato, de carinho e cuidado, é vital para salvar vidas.