Fevereiro Roxo — Alzheimer

Sob o tema “se não houver cura, que ao menos haja conforto”, a campanha Fevereiro Roxo busca conscientizar a sociedade da importância do diagnóstico precoce de três doenças crônicas graves: Alzheimer, Fibromialgia e Lúpus.

No caso do Alzheimer — doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente idosos — o diagnóstico precoce é fundamental para conseguir retardar o avanço dessa patologia e, dessa forma, melhorar as condições de vida do paciente.

Sobre o Alzheimer

A Doença de Alzheimer (DA) é caracterizada por uma falha no processamento de proteínas específicas do sistema nervoso central. Em decorrência disso, há comprometimento dos neurônios e os portadores sofrem com perda da capacidade cognitiva, memória e funções motoras e comportamentais.

Não se sabe, ainda, qual é a causa dessa doença, mas fatores genéticos podem estar relacionados. Segundo dados do Instituto Alzheimer Brasil (IAB), e da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Alzheimer — tipo mais comum de demência — afeta mais de 45 milhões de pessoas no mundo.

Somente no Brasil, estima-se cerca de 1,2 milhão de pessoas com mais de 65 anos sofram dessa doença. Além disso, a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) calcula que esse número deve dobrar até 2030. O principal motivo é o fenômeno do envelhecimento populacional e o aumento da expectativa de vida.

De acordo com o Ministério da Saúde, os quatro estágios da doença são:

1º — perda de memória e leves mudanças de personalidade;

2º — dificuldade para executar tarefas do dia a dia;

3º — perda das funções motoras simples;

4º — perda total da memória e das funções motoras e cognitivas.

Sintomas de Alzheimer:

  • Esquecimento gradual de acontecimentos
  • Confusão mental
  • Desorientação
  • Dificuldade de fazer cálculos simples
  • Problemas de concentração
  • Agitação e/ou inquietação
  • Mudança gradual de humor
  • Andar sem rumo, se perder e/ou não lembrar trajetos cotidianos
  • Fala gradualmente embaralhada
  • Alterações comportamentais
  • Esquecer datas ou em que época do ano esta
  • Desorientação

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença de Alzheimer é feito por meio da avaliação médica com base no histórico comportamental do paciente e com exames laboratoriais, como a tomografia, que ajuda a verificar o acúmulo da proteína que causa a perda dos neurônios.

Normalmente, a perda de memória é tida como algo comum da idade e, por conta disso, não é procurado o médico. Acontece que o Alzheimer tem uma fase inicial mais silenciosa e esses pequenos lapsos de memória podem ser confundidos.

Apesar de não ter cura, o tratamento do Alzheimer consiste, basicamente, em atenuar os sintomas e buscar impedir que a evolução da doença. Por isso, a recomendação é realizar consultas de rotina e buscar ajuda médica assim que os sintomas começarem a aparecer.

Não existem medicamentos específicos para tratamento do Alzheimer, mas medidas que ajudam a fortalecer a saúde física e melhorar a capacidade cognitiva dos pacientes. Nisso, incluem: exercícios físicos, alimentação saudável, realização de atividades sociais e cognitivas.

Como se prevenir do Alzheimer

Por se tratar de uma doença crônica sem causas específicas conhecidas, a melhor forma de prevenção é cuidar da saúde geral do corpo, principalmente da mente.

Isso incluir realizar atividades que exercitem a capacidade cognitiva, memória e raciocínio como ler, estudar, tocar instrumentos musicais, conversar com pessoas, etc.

O isolamento social, comum para pessoas idosas e/ou quem sofre uma fatalidade na vida, também deve ser evitado. Ter hobbys e atividades que mantêm o corpo e a mente ativos, independentemente da idade, é a melhor forma de se prevenir do Alzheimer.

Fontes: Associação Brasileira de Alzheimer, Ministério da Saúde, Instituto Alzheimer Brasi, Organização Mundial da Saúde.