Apendicite Aguda

Apendicite Aguda

Apendicite Aguda é uma inflamação no apêndice causada pela obstrução do canal que liga o apêndice ao intestino grosso. Ela pode afetar pessoas de todas as idades, mas é mais comum que ocorra na adolescência. O tratamento é feito, muitas vezes, por meio da retirada do apêndice em cirurgia.

Mas qual é a função do apêndice? Por muito tempo, a questão ficou sem resposta. Atualmente, as teorias mais aceitas na área médica são as que afirmam que ele promove o aumento de bactérias benignas (presentes na flora intestinal) fundamentais no fortalecimento do sistema imunológico. Também é comentado que ele seria responsável pela produção de linfócitos, glóbulos brancos presentes no sangue que auxiliam na defesa contra doenças.

Quando algumas substâncias, como fezes endurecidas (na maior parte das vezes), vermes, tumores ou corpos estranhos, bloqueiam o canal que liga o apêndice ao intestino grosso, a pressão arterial se eleva e dificulta o fluxo do sangue. Outros fatores que causam o fechamento do local são: infecções bacterianas ou virais (podendo inchar os nódulos linfáticos) e crescimento desordenado do tecido linfoide. Infelizmente, não há como prevenir a apendicite.

As pessoas que sofrem com apendicite aguda costumam sentir dor semelhante à cólica e sensibilidade na região do abdômen, mal-estar, náuseas, vômitos, febre baixa e perda de apetite. Esses sintomas pioram com a progressão da doença. Se não for devidamente tratada, as complicações incluem rigidez nos músculos abdominais, infecção generalizada, gangrena e ruptura do apêndice.

Por isso, o diagnóstico precoce é essencial. Ele é feito pelo médico, que realizará exames clínicos e laboratoriais e poderá solicitar exames de imagem, como Raio-X, Ultrassonografia e Tomografia Computadorizada. Então não deixe para a última hora: caso tenha os sintomas descritos e desconfie que possa estar com Apendicite Aguda, procure logo ajuda médica!

Fontes: Associação Médica Brasileira, Ministério da Saúde, Conselho Regional de Medicina do Paraná, Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Capítulo de São Paulo, Secretaria da Saúde do Estado de Goiás, Observatório da Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdade de Medicina da UFMG e Instituto de Obesidade e Cirurgia.
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