Apneia do Sono

Apneia do Sono

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30 a 40% da população mundial dorme mal. Um dos motivos para isso pode ser a Apneia do Sono, tecnicamente conhecida como Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), um distúrbio que interrompe total ou parcialmente o fluxo respiratório na região da faringe durante o sono. Quando há a obstrução completa das vias aéreas superiores por 10 segundos ou mais, é conhecido como Apneia; quando parcial, em que é reduzido de 30 a 50% do fluxo de ar, chama-se Hipopneia. Com isso, há baixa saturação de oxigênio e aumento da pressão nas artérias.

Durante a noite, o indivíduo acaba despertando momentaneamente por causa da interrupção na respiração, mas volta a dormir rapidamente até ter uma nova pausa.  A Apneia do sono pode ocorrer até 500 vezes por noite, e com mais de 30 pausas por hora já é considerada grave.

Grupo de risco e fatores

A síndrome é mais comum em homens com idade avançada, em torno dos 50 a 70 anos. O principal fator é a obesidade, sendo responsável por 70% dos casos entre os que sofrem com Apneia do Sono.

Outros fatores incluem músculos e língua que relaxam mais que o normal durante o sono, excesso de tecido mole na garganta, adenoides e amígdalas grandes demais e/ou o formato da cabeça e do pescoço que ajudam a diminuir o espaço da passagem do ar.

Importante mencionar que determinadas substâncias, como álcool, medicamentos sedativos e tabaco podem agravar o quadro clínico.

A Apneia do Sono pode ser um sinal para algumas doenças, tais como hipertensões sistêmica e pulmonar, doença arterial coronária, insuficiência cardíaca e doença cerebrovascular.

Complicações

A Apneia do Sono pode aumentar o risco de a pessoa ter infarto, AVC, diabetes e síndrome metabólica (na qual há acúmulo de gordura e hipertensão arterial, e a glicose do sangue fica alterada).

Sintomas

Os sintomas que surgem a partir da convivência com o distúrbio incluem sonolência em excesso, dificuldades de concentração, memória prejudicada, ronco (porém nem todos que roncam têm apneia), sensação de boca seca, dor de garganta pela manhã, alterações de personalidade, irritabilidade e impotência sexual.

Diagnóstico

Estimativas sugerem que aproximadamente 85% dos pacientes vivem com a síndrome sem receber diagnóstico e, por isso, ficam sem tratamento para o problema. Não faça parte dessa porcentagem: caso tenha esses sintomas, procure um médico!

Ele poderá solicitar uma polissonografia, o exame principal para diagnosticar a síndrome. Como complemento, também poderá pedir que você faça sonoendoscopia, videonasofibrolaringoscopia, cefalometria, Ressonância Magnética ou Tomografia Computadorizada das vias aéreas superiores.

Prevenção

Como forma de prevenção e parte do tratamento, e para melhorar a qualidade de vida da pessoa num geral, recomenda-se o seguinte:

  • Fazer o controle do peso, de forma a evitar a obesidade;
  • Evitar bebidas alcoólicas;
  • Não comer alimentos pesados (gordurosos e de difícil digestão) antes de dormir;
  • Parar de fumar;
  • Dormir de lado;
  • Elevar a cabeceira da cama de 15 a 20 cm.

Fontes: Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Associação Nacional de Hospitais Privados, Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Organização Pan-Americana de Saúde.

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