Câncer de Mama

Câncer de Mama

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre mulheres. No Brasil, ele é responsável por cerca de 25% de novos casos a cada ano, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Em 2016, o órgão do governo previa mais de 57 mil ocorrências da doença no país. Apenas em Curitiba e Região Metropolitana, estima-se que neste ano houve 840 casos.

A doença consiste no aumento descontrolado de células que adquiriram anormalidade por meio de mutações genéticas, que podem ser hereditárias ou adquiridas. Segundo o INCA, os fatores de risco incluem:

Fatores genéticos e hereditários

Idade avançada;

Histórico familiar de câncer de ovário ou câncer de mama;

Alteração genética (principalmente nos genes BRCA1 e BRCA2).

Fatores ambientais e comportamentais

Obesidade e sobrepeso (após a menopausa);

Sedentarismo;

Alcoolismo e tabagismo;

Exposição frequente a radiações.

Fatores referentes à reprodução e aos hormônios

Precocidade da primeira menstruação (antes dos 12 anos);

Primeira gravidez após os 30 anos;

Menopausa tardia (após 55 anos);

Uso de anticoncepcionais com altos níveis de hormônios;

Não ter filhos e/ou não ter amamentado;

Terapia de reposição hormonal (por mais de 5 anos).

Câncer de Mama

Sintomas

O sintoma mais comum é o surgimento de nódulo (semelhante a um caroço) endurecido, e na maior parte das vezes indolor, na região da mama. É importante também prestar atenção em nódulos nas axilas, secreção cristalina ou hemorrágica nos mamilos e lesões de pele na mama. Como esses sintomas secundários são comuns a outros problemas de saúde, recomenda-se que, caso a pessoa note a presença de alguns deles, consulte com um profissional da área de Mastologia.

Câncer de Mama

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances do sucesso do tratamento, de acordo com o INCA e a Sociedade Brasileira de Mastologia, pois ele resulta na possibilidade de tratamentos mais completos e maiores taxas de cura. Além do autoexame, no qual a própria pessoa utiliza os dedos para massagear a região em busca dos nódulos, o INCA recomenda que o exame de mamografia seja realizado anualmente a partir os 40 anos de idade.

Tratamento

Após o diagnóstico de câncer de mama, o tratamento começa a ser planejado. Ele é individualizado, ou seja, a indicação de quimioterapia, radioterapia ou outros métodos é baseado em diversos fatores, como o tamanho do tumor, a presença de doença axilar, a presença de metástase, entre outros. Além do tratamento, é recomendado que a paciente procure acompanhamento multidisciplinar, incluindo avaliação psicológica, fisioterápica e oncológica. A pessoa precisa também descontinuar o uso de quaisquer hormônios, seja anticoncepcional ou terapia hormonal na menopausa.

Prevenção

Somente os fatores modificáveis, aqueles em que a pessoa tem alguma influência, são passíveis de prevenção. Para isso, a Sociedade Brasileira de Mastologia aconselha manter hábitos saudáveis, como manter o peso, adquirir bons hábitos alimentares, praticar exercícios físicos, abandonar o vício em tabaco, controlar a quantidade ingerida de bebida alcoólica e evitar a exposição a radiações ionizantes antes dos 35 anos.

Fontes: INCA, Sociedade Brasileira de Mastologia e Instituto Oncoguia.
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