Câncer de Tireoide

Câncer de Tireoide

A tireoide é uma glândula localizada na parte anterior do pescoço que produz hormônios e atua no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais das mulheres, no peso, na concentração, na memória, no humor e no controle emocional das pessoas.

Quando há a multiplicação e crescimento descontrolado de células dessa glândula, caracteriza-se um tumor que, se for maligno, é chamado de câncer de tireoide.

Classificação da doença

Podemos classificar os tipos mais comuns dessa doença em:

Carcinoma papilífero

O mais comum entre eles, acontece nas células foliculares, que produzem os hormônios T3 e T4, responsáveis por regularizar os sistemas nervoso, cardiovascular, reprodutor, entre outros.

Carcinoma folicular

Tipo de câncer mais agressivo do que o papilífero, também ocorre nas células foliculares.

Carcinoma medular

Originado nas células parafoliculares, células tais que produzem a calcitonina (hormônio que regula o cálcio no sangue).

Carcinoma anaplásico

Tipo extremamente raro de câncer de tireoide.

Sintomas e Fatores de Risco

O principal sintoma da doença é o aparecimento de nódulo no pescoço, em geral indolor e de crescimento rápido. Outros sintomas incluem dificuldade na ingestão de alimentos, dificuldade na respiração, alterações na voz, rouquidão progressiva e dores na região cervical e/ou garganta. Os fatores de risco são: exposição frequente à radiação e histórico de câncer de tireoide na família.

Diagnóstico

Estimativas apontam que cerca de 60% da população brasileira tem nódulos na tireoide, mas somente 5% dos casos são malignos. A doença costuma aparecer com mais frequência em pessoas entre 25 e 65 anos, em especial as mulheres. Esse é o tipo mais raro de câncer, apesar de ser o tipo mais comum do sistema endócrino. Caso seja diagnosticado precocemente, as chances de sucesso do tratamento aumentam. Por isso, caso sinta os sintomas, procure um endocrinologista. Somente ele poderá solicitar uma série de exames, entre eles os de diagnóstico por imagem, como ultrassonografia, ecografias e punções [LINK], que podem confirmar a doença.

Fontes: Instituto Nacional do Câncer, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Instituto do Câncer, Sociedade Brasileira de Cirurgia de Pescoço e Cabeça e Serviço de Endocrinologia e Metabologia do HC da UFPR.