Colelitíase (pedras na vesícula)

Colelitíase (pedras na vesícula)

A colelitíase é a presença de cálculos na vesícula biliar, ou seja, o resultado da cristalização do líquido armazenado nesse órgão, que forma um material semelhante a uma pedra. Conhecida popularmente como pedra na vesícula, ela pode aparecer de qualquer maneira: pequena, grande, em grupo (formação de várias pedras) ou apenas uma. Estatísticas apontam que a colelitíase afeta mais de 10% da população ocidental e a incidência se multiplica com o avançar da idade.

O tal líquido encontrado na vesícula biliar é a bile, cuja função principal é digerir gorduras. Ela é composta de água, colesterol, gordura, sais biliares, proteínas e bilirrubina. Se contiver níveis altos de colesterol ou bilirrubina, a bile pode solidificar sob algumas condições.

Tipos

Há dois 2 tipos de pedras na vesícula, dependendo da composição do material solidificado:

– Os de colesterol, de cor amarelo amarelo-esverdeado, que representa cerca de 80% dos cálculos;

– E os pigmentares, de aparência pequena e escurecida, feitos de bilirrubina.

Fatores de risco

Entre os fatores de risco, estão pessoas:
– do sexo feminino;
– com idade acima de 60 anos;
– que estejam em situação de obesidade;
– que já passaram por várias gestações;
– que mantenham dieta rica em colesterol e gorduras, porém pobre em fibras;
– com histórico familiar para o problema;
– que tenham diabetes;
– que percam peso com muita facilidade.

Sintomas

O sintoma característico da presença de pedras na vesícula é a crise de cólica biliar. Ela geralmente ocorre quando um dos cálculos obstrui o canal de saída da vesícula de maneira transitória. Durante a crise, o paciente pode sentir:

– dor no abdômen superior, que aumenta rapidamente de intensidade e
– dor nas costas, entre as escápulas;
– dor no ombro direito;
– náuseas e vômitos.

Com bastante frequência, esse sintoma aparece após a pessoa ingerir uma refeição particularmente gordurosa.

Em alguns casos, porém, o paciente não apresenta sintoma algum. São os chamados “cálculos silenciosos”, no qual as pedras não interferem no funcionamento da vesícula biliar, nem do fígado ou pâncreas. Nessas situações, é o médico quem decide se há necessidade de tratamento.

Diagnóstico

O diagnóstico da colelitíase é feita por meio de exames de imagem, sendo que o mais frequente é o ultrassom/ecografia. Se você suspeitar que esteja com pedras na vesícula, consulte um especialista para que ele possa verificar se esse é realmente o problema, analisar sua situação, solicitar exames e possivelmente discutir a melhor forma de tratar a colelitíase.

Fontes: Federação Brasileira de Gastroenterologia, Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto e Instituto de Gastroenterologia e Cirurgia.
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