Entenda a diferença entre o contraste da tomografia e da ressonância


A tomografia e a ressonância magnética são exames tradicionais, mas que ainda causam dúvidas nos pacientes. Seja pela semelhança entre os aparelhos, ou pelo uso de contraste, o fato é que muitas pessoas não compreendem a diferença entre os dois exames.

Por isso, preparamos este material para explicar a diferença entre a tomografia e a ressonância magnética. Assim, você se sentirá mais tranquilo para realizar esses exames quando seu médico solicitá-los.

O que é tomografia?

A tomografia é um tipo de raio-x, já que é realizada por meio de radiação ionizante. Realizado pelo tomógrafo, o exame oferece imagens transversais do corpo.

Não-invasiva, ela é capaz de gerar resultados de excelente qualidade. Para isso, possui diferentes intensidades, variando de acordo com o tecido do corpo. Com essas alterações, é possível identificar os órgãos e ossos.

Para obter as imagens, o aparelho gira em torno do paciente, fazendo a captação de diferentes ângulos. Então, são geradas imagens na horizontal e em 3D.

Com relação à duração da tomografia, ela é bastante rápida, durando entre 10 e 30 minutos. O tempo varia dependendo da região analisada.

O que é ressonância magnética?

Diferente da tomografia, a ressonância magnética não utiliza radiação.

Ao invés disso, ela é feita a partir de campos magnéticos e ondas de rádio. Com essa tecnologia, é possível gerar as imagens do corpo e enviá-las para um computador.

Enquanto a tomografia foi desenvolvida na década de 60, a ressonância magnética foi criada em 1940. Apesar de ser mais antigo, esse exame segue sendo aprimorado.

O exame capta imagens cada vez mais detalhadas, de diferentes perspectivas. Não-invasivo e indolor, oferece imagens 3D que são utilizadas para diagnósticos mais complexos.

O aparelho utilizado para a realização da ressonância magnética contém uma espécie de tubo, por onde o paciente desliza. Durante o processo, é recomendado que nenhum movimento seja realizado.

A máquina então obtém diversas imagens da porção analisada, como se “fatiasse” aquela parte do corpo. Assim, é possível unir todas as fotos para ter uma visão completa do membro ou órgão, milimetricamente examinado.

No que diz respeito à duração, a ressonância magnética varia de 15 a 45 minutos, conforme a porção que é examinada.

Qual é a diferença entre o contraste utilizado nos dois exames?

Os dois exames utilizam o contraste para auxiliar na diferenciação das estruturas corporais. Isso permite um diagnóstico mais preciso.

Mas o que você talvez não saiba é que a tomografia e a ressonância magnética não utilizam o mesmo tipo de contraste.

Primeiramente, é preciso destacar que, basicamente, existem três tipos de contraste. Eles se diferenciam conforme à substância usada como base:

  • À base de bário;
  • À base de iodo;
  • À base de gadolínio.

Nas tomografias, o contraste utilizado é à base de iodo. Ele deve ser evitado por pacientes com alergia a essa substância. Já na ressonância magnética, a base é de gadolínio.

Quais são as indicações desses exames?

Outra dúvida bastante comum diz respeito à indicação de cada exame. Ambos utilizam imagens de alta qualidade para avaliar órgãos internos. Porém, a escolha entre eles varia conforme a doença que está sendo investigada.

  • Tomografia: a tomografia é mais utilizada para identificar doenças no abdômen, na região pélvica, nos membros superiores ou inferiores, nos olhos, no crânio, no tórax, nos rins e nos pulmões.
  • Ressonância magnética: a ressonância é usada para doenças neurológicas, mamárias, ortopédicas, oncológicas e cardíacas.

Esses exames têm contraindicações?

A tomografia e a ressonância magnética também diferem em suas contraindicações.

No caso da tomografia, ela não é indicada para gestantes. Para pessoas com alergia ao iodo, não é indicado o uso do contraste.

Já a ressonância magnética tem uma lista maior de contraindicações. Ela é referente a alguns tipos de aparelhos que o paciente pode ter implantados no corpo. São eles:

  • Marca-passo;
  • Desfibrilador;
  • Implante coclear;
  • Cateter de Swan-Ganz;
  • Alguns modelos de implantes oculares.

O campo magnético do aparelho que realiza o exame pode fazer com que esses objetos aqueçam ou se movam.

É possível que existam outras contraindicações, dependendo do caso. Por essa razão, é fundamental que qualquer tipo de implante ou prótese seja informado ao médico.

Você também pode clicar aqui para tirar suas dúvidas com relação a outras contraindicações da ressonância magnética.

Existem reações adversas em algum dos exames?

Tanto a tomografia, quanto a ressonância magnética são exames seguros. Porém, dependendo da concentração da substância de contraste, é possível que ocorram algumas reações adversas.

Em casos raros, o paciente pode ter uma reação alérgica aguda, conhecida como anafilaxia. Ela deve ser tratada imediatamente e seus sintomas mais comuns são: urticária, inchaço na pele e edema de glote.

O corpo também pode reagir à substância do contraste, causando inflamação na região onde ele foi aplicado, e queda na pressão. Além disso, o paciente pode sentir calor corporal, náuseas, tontura e dores de cabeça. Outros sintomas são coceira e vermelhidão na região.

Vale ressaltar que essas reações só ocorrem se a concentração da substância no contraste estiver acima do padrão. Por esse motivo, é vital buscar uma empresa especializada, com profissionais capacitados, para realizar o seu exame.

Agora você já sabe o essencial sobre tomografia e ressonância magnética, inclusive no que diz respeito ao contraste. Logo, já pode agendar o seu exame. Clique aqui e marque seu horário conosco!

Atenção! Alguns desses exames não são realizados pela CEDIP. Confira quais exames a Cedip realiza clicando aqui.