8 dúvidas sobre a realização de exames para as mães que estão amamentando


Ter um filho é algo que muda completamente nossas vidas. Por isso, é natural que mães fiquem preocupadas sobre o que pode afetar a saúde dos pequenos.

É o caso, por exemplo, de realizar exames durante a amamentação. As principais dúvidas são sobre procedimentos como a tomografia, radiografia e ressonância magnética.

A boa notícia é que a segurança de toda a família é sempre a prioridade. Portanto, a maioria dos exames pode ser feito em mães que estão amamentando.

É claro que existem algumas exceções e cuidados que precisam ser tomados. Para garantir tranquilidade, separamos algumas dúvidas para esclarecer sobre o assunto!

1. O aleitamento materno é mesmo importante?

Antes de falar sobre os exames, precisamos destacar aimportância do aleitamento materno.

Diversos estudos comprovam que o leite materno contém tudo o que a criança precisa até os 6 meses de vida. Além de nutrientes, ele é responsável pela formação da imunidade do recém-nascido.

A indicação é que, mesmo com a introdução alimentar, a amamentação continue até os 2 anos de vida ou mais. Para garantir a nutrição correta do seu filho, siga as indicações do pediatra que o acompanha.

2. O que é e para que serve o contraste?

A maior dúvida das lactantes é se exames com contraste podem afetar o bebê. Para isso, precisamos esclarecer o que é o contraste e qual a finalidade dele.

Basicamente, contraste é o nome de uma substância inserida no corpo de quem vai realizar um exame de imagem. Os mais usados são:

  • Contraste iodado: usado na tomografia computadorizada (TC);
  • Contraste gadolínio: usado em ressonância magnética (RM).

Uma vez no organismo, o contraste ajuda a deixar as imagens mais nítidas. Isso facilita a visualização dos órgãos e melhora o diagnóstico médico.

3. Por quanto tempo o contraste fica no corpo?

Se o leite materno é formado no corpo da mãe, é normal a preocupação de o contraste ir parar no alimento do bebê.

Estudos mostram que ambos os contrastes possuem, no sangue, meia-vida de até duas horas. Depois disso, o corpo humano saudável elimina completamente as substâncias em cerca de 24 horas

4. E o quanto do contraste vai parar no leite materno?

De acordo com o Manual on Contrast Media, do American College of Radiology, a absorção do contraste é extremamente baixa. Estima-se que menos de 1% da substância que permanece no corpo é liberada no leite materno.

Dessa quantidade, cerca de 0,01% é absorvida pelo bebê. No total, isso corresponde a menos de 1% da dose de contraste para a realização de exames em crianças.

5. Em resumo, deve-se ou não interromper a amamentação para realizar exame de contraste?

A recomendação geral é que a amamentação não seja interrompida. Deve-se considerar os benefícios do aleitamento materno e a baixíssima quantidade de contraste absorvida pelo bebê.

Entretanto, se você ainda sentir insegurança, não hesite em perguntar diretamente ao seu médico. Ele levará em consideração as peculiaridades da mãe e do bebê, conhecidas através do acompanhamento.

6. E se a mãe não se sentir confortável para amamentar após usar o contraste?

A opinião da mãe sempre deve prevalecer.

Se mesmo após a orientação médica você não se sentir segura para amamentar, pode suspender a amamentação por 24 horas. Este é o tempo necessário para que todo o contraste seja eliminado do corpo.

Nesse caso, realize uma ordenha antes do exame e armazene corretamente o leite. O alimento ordenhado antes do exame pode ser usado para dar para a criança nesse período.

Já após 12 e 24 horas do exame, faça novas ordenhas e despreze o leite.

7. O exame de mamografia também é indicado para lactantes?

Não se recomenda que grávidas nem lactantes façam o exame de mamografia. O risco não tem relação com o contraste, mas sim pela emissão de raio-X.

Para as gestantes, o perigo é prejudicar a formação fetal. As mães em fase de amamentação devem evitar o procedimento para preservar a estrutura das mamas.

8. Então, como as grávidas e lactantes devem se prevenir de doenças da mama?

Nesses casos, a recomendação é o autoexame para a verificação de nódulos ou alterações. O exame de ultrassom também pode ser feito, já que não há nenhuma radiação envolvida.

Se o médico tiver fortes indícios de doença, então, nesse caso, ele pode solicitar uma mamografia. Durante o procedimento, uma manta de chumbo é colocada no abdômen da gestante para proteger a criança.


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Atenção! Alguns desses exames não são realizados pela CEDIP. Confira quais exames a Cedip realiza clicando aqui.