Mioma

O mioma é um tumor benigno formado por músculos do útero e que se desenvolve dentro ou fora do órgão. Ele pode ficar estável por anos e crescer em pouco tempo, e conforme aumenta, há o risco de alterar o formato do útero. A seguir, alguns dados sobre o problema:

Afeta, em média, 75% das mulheres;

É a quinta causa mais frequente de internamento hospitalar por motivos ginecológicos não relacionados com gravidez em mulheres de 15 a 44 anos;

Cerca de 20 a 40% dos casos ocorrem em idade reprodutiva, sendo, portando, uma das causas mais comuns de morbidade nesta fase da vida.

Mioma

Causa e fatores de risco

Não há causa conhecida para o surgimento de miomas, mas acredita-se que os hormônios progesterona e estrogênio possam influenciar no desenvolvimento do tumor. Inclusive, na gestação, a tendência é que ele aumente; e na menopausa, com a queda da produção de hormônios, que ele diminua.

Os fatores de risco incluem idade (é mais frequente na faixa etária dos 40 aos 50 anos), se a mulher tem histórico familiar para o problema, a origem étnica dela e se ela está obesa.

Tipos de Mioma

Os tipos são classificados de acordo com a localização.

Intramurais

Surgem dentro da parede do útero. Em alguns casos, o tamanho pode acabar distorcendo a cavidade uterina e a superfície serosa;

Submucosos

Desenvolvem-se embaixo do endométrio e se formam a partir de células miometrais. Com frequência, crescem para a cavidade uterina.

Subserosos

Alojam-se na superfície serosa (camada exterior, superficial, do órgão).

Cervicais

Localizam-se na cervice uterina (colo do útero).

Sintomas

Muitas mulheres não apresentam sintomas; as que apresentam, costumam ter menstruação irregular (fluxo intenso) e prolongada, cólicas, sangramentos no intervalo entre períodos menstruais, dores abdominais, pélvicas e durante relações sexuais, e problemas urinários (infecções, cistite e outros). Como mencionado, há ainda o risco de infertilidade.

Diagnóstico

Geralmente, o mioma é identificado no exame ginecológico de toque, que é de rotina. Para confirmar e descobrir a quantidade, a localização e o tamanho do(s) tumor(es), podem ser solicitados uma Ultrassonografia transvaginal, uma Tomografia Computadorizada ou uma Ressonância Magnética.

Fontes: Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de SP (SOGESP), CRECI-RJ, Federação das Sociedade Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia, Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFRGS e Ministério da Saúde.
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