Paralisia de Bell

Paralisia de Bell

A paralisia facial periférica (PFP), também conhecida como paralisia de Bell, é uma disfunção parcial ou total do nervo facial, de surgimento repentino e que causa enfraquecimento, alteração na mobilidade e na sensibilidade dos músculos de um dos lados do rosto.

O acometimento é identificado pelo paciente ao observar a assimetria facial e a dificuldade ou lentidão em realizar movimentos simples, como piscar os olhos, franzir a testa, manter o ar dentro da boca ao inflar as bochechas, erguer as sobrancelhas e sorrir.

É possível que haja também mudança no paladar, diminuição na quantidade de salivação e lacrimejamento, além da presença de dor dentro ou em torno do ouvido. Mas existem ainda outros vários sintomas que podem indicar a paralisia de Bell.

Fatores de risco

A PFP pode atingir homens e mulheres em qualquer momento da vida, mas é considerada mais frequente depois dos 40 anos de idade e pouco comum na infância e adolescência.

Além disso, a predisposição genética é preponderante como fator de risco, bem como a presença de diabetes, HIV e otite. Assim, a paralisia pode ter certa relação com infecções causadas por bactérias ou vírus que atingem o nervo facial.

Traumas ou fraturas recentes no crânio, fadiga, estresse, tumores e mudanças bruscas de temperatura também podem contribuir para o surgimento da paralisia. Grávidas no terceiro trimestre da gestação também estão mais sujeitas a serem atingidas.

Diagnóstico

Para se chegar ao diagnóstico da paralisia de Bell, é necessário que sejam realizados exames clínicos e neurológicos, começando com o processo de exclusão. Ou seja, antes de qualquer coisa, é fundamental que se avalie as possibilidades de outras doenças para que a detecção seja precisa.

Inicialmente, portanto, o médico faz uma série de perguntas ao paciente para entender todos os sintomas e a progressão deles, além de obter mais informações sobre histórico de doenças do paciente e da família.

Em seguida, o exame físico vai ajudar na compreensão mais detalhada do acometimento e a distinguir se a paralisia é central ou periférica. A ressonância magnética, a eletroneuromiografia e a tomografia computadorizada podem ser indicadas para a identificação correta do local atingido.

Todo esse processo de verificação é importante pois a causa mais comum da paralisia de Bell é idiopática (desconhecida), mas também podem ter origem hereditária, vascular, inflamatória, psicossomática e imunomediada e, para cada origem, o tratamento se diferencia.

Tratamento

Não há um procedimento padrão para o tratamento da paralisia de Bell, já que ele vai depender do tipo, dos sintomas e da extensão do dano sofrido pelo nervo facial. É possível que seja necessário o uso de medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia.

Na maioria dos casos os pacientes se recuperam sem tratamento, mas podem apresentar algumas sequelas e, por isso, o diagnóstico e acompanhamento são importantes para tratamento durante e depois da presença da doença, se necessário.

Fontes: Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Fundação Otorrinolaringologia e Descritores em Ciências da Saúde (biblioteca virtual em saúde).

Voltar